Politica Nacional de Urgência e Emergência

 

O Ministério da Saúde lançou, em 2003, uma Política Nacional de Urgência e Emergência com o intuito de estruturar e organizar a rede de urgência e emergência no país. Desde a publicação da portaria que instituiu essa política, o objetivo foi o de integrar a atenção às urgências. Hoje, a atenção primária é constituída pelas unidades básicas de saúde e equipes de saúde da família, enquanto o nível intermediário de atenção fica a encargo do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) das unidades de pronto atendimento (UPA 24h) e o atendimento de média e alta complexidade é feito nos hospitais.

Atendimento em Rede A rede de atenção com Urgências e Emergências visa articular e integrar todos os equipamentos de saúde para ampliar e qualificar o acesso humanizado aos usuários em situação de urgência/emergência, nos serviços de saúde de forma ágil e oportuna. A rede de urgências é pensada de forma integrada e colocada à disposição da população com serviços mais próximos. Com as centrais de regulação do SAMU, o ministério da saúde trabalha na organização da estrutura existente. Quando uma ambulância do programa é enviada para o atendimento, os profissionais de saúde já bem para onde levarão o paciente. Assim, acaba-se a peregrinação à procura de um leito com uma ambulância buscando onde deixar o paciente.

Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h) O objetivo é diminuir as filas nos prontos socorros dos hospitais evitando que casos que possam ser resolvidos nas upas ou unidades básicas de saúde sejam encaminhados para unidades hospitalares. As UPAs funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana e podem resolver grande parte das urgências e emergências, como por exemplo, pressão e febre alta, fraturas, cortes, infarto e derrame. Como as UPAs inovam e oferecem estrutura e leitos de observação nas localidades que contam com uma Unidade de Pronto Atendimento, 97% dos casos são solucionados na própria unidade. Quando o paciente chega às unidades, os médicos prestam socorro, controlam o problema e detalham o diagnóstico, analisando se é necessário encaminhar o paciente a um hospital ou mantê-lo em observação por 24h.

Serviço de Atendimento Móvel às Urgências (SAMU 192) – Ao discar o número 192, o cidadão estará ligando para uma central de relação que conta com profissionais de saúde e médicos treinados para dar orientações de primeiros socorros por telefone. São estes profissionais que definem o tipo de atendimento, ambulância e equipe adequado a cada caso. Há situações em que basta uma orientação por telefone ou que o SAMU atenda na residência, no local de trabalho, na via pública, ou seja, com o telefone 192, o atendimento ao usuário onde ele estiver.